Quinta-feira, Julho 10, 2008

Não sou pressa, não sou lentidão
Entro sem bater e permaneço
Deito-me no teu tapete e amanheço
Despojo-me de mim e da tua solidão

Não decido ser miséria nem ambição
Só uma luz nas tuas trevas a dançar
Um guia que segura as ondas do teu mar
Um farol a abrilhantar-te o coração.

Desejo ser desassossego na tua pele quando te miro
E com os sentidos te sentir na ternura a abundância
Naquele cenário de velas acesas num fascinar da fragrância,
Que se solta de mim e se reflecte no deslumbre das roupas que tiro.

Deixo-me perdida no teu corpo e o meu amor transpiro
Nestes altos e baixos das vagas desse teu oceano
Limito-me á luz que faço emergir no teu plano
E aquieto-me no teu tapete a lançar-te esta energia que respiro.

25-01-2008 1:00

1 Comments:

Blogger Alexandre deli... said...

Murmurava nos altos pinheiros, o vento

Com a sua natureza selvagem

Loucos os nossos gemidos, de alento

Emudecendo a agitação da aragem


Ao longe as ondas, cantavam

Ritmadas pela nossa canção

Nem as forças dos mares, calavam

Sentidos gritos de paixão


Moldados nossos corpos, em desejo

Percebidos num maior prazer

Faces afogueadas, num ensejo

De vida, de existência, de Ser.

beijo-te, docemente
Alexandre deli...

27/10/08 15:25  

Enviar um comentário

<< Home