Não sou pressa, não sou lentidãoEntro sem bater e permaneço
Deito-me no teu tapete e amanheço
Despojo-me de mim e da tua solidão
Não decido ser miséria nem ambição
Só uma luz nas tuas trevas a dançar
Um guia que segura as ondas do teu mar
Um farol a abrilhantar-te o coração.
Desejo ser desassossego na tua pele quando te miro
E com os sentidos te sentir na ternura a abundância
Naquele cenário de velas acesas num fascinar da fragrância,
Que se solta de mim e se reflecte no deslumbre das roupas que tiro.
Deixo-me perdida no teu corpo e o meu amor transpiro
Nestes altos e baixos das vagas desse teu oceano
Limito-me á luz que faço emergir no teu plano
E aquieto-me no teu tapete a lançar-te esta energia que respiro.
25-01-2008 1:00


1 Comments:
Murmurava nos altos pinheiros, o vento
Com a sua natureza selvagem
Loucos os nossos gemidos, de alento
Emudecendo a agitação da aragem
Ao longe as ondas, cantavam
Ritmadas pela nossa canção
Nem as forças dos mares, calavam
Sentidos gritos de paixão
Moldados nossos corpos, em desejo
Percebidos num maior prazer
Faces afogueadas, num ensejo
De vida, de existência, de Ser.
beijo-te, docemente
Alexandre deli...
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