Desalentos
Hoje sinto necessidade de escrever sem sentido, sem lógica alguma, sem tempo, sem espaço ou consciência… apetece-me escrever com as entranhas, com as vísceras, com o meu âmago.Quero dilacerar o Fado com as palavras que frustram o meu optimismo, que me impedem de sonhar esta noite.
Mas por mais brados que os meus punhos possam erguer aos destinos que se me acercam, não consigo deixar de ver as minhas Pedras da Lua brilhar e continuar a esperar que tudo isto que me acontece seja um outro destino final bem mais brilhante do que a escuridão que constantemente teima em me rodear.
Apelo à providência que me destine melhores e mais brilhantes dias, pois as forças fraquejam e a alma perde a sua luz…
Sinto falta do meu Peregrino que teima em deixar-me entregue a mim sem qualquer farol.
Esta esperança sinto-a menos como um bem e mais como um mal, pois não me deixa parar de lutar, desistir e encetar novas trilhas.


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